
Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido pelo apelido “Peixão” (foto em destaque), é apontado pelas autoridades como um dos chefes do Terceiro Comando Puro e figura entre os criminosos mais procurados do Brasil.
Na segunda-feira (8/12), uma operação conjunta da Polícia Civil do Rio de Janeiro com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na abordagem da família de “Peixão”.
A esposa, os três filhos e um sobrinho do investigado foram parados quando tentavam atravessar a fronteira em direção à Bolívia, na região de Corumbá (MS).
Líder comunitário e evangélico
Peixão é identificado como o líder do Complexo de Israel, situado na Zona Norte do Rio de Janeiro.
A facção se autodenomina “evangélica”, e seus integrantes utilizam frequentemente símbolos como a Estrela de Davi e a bandeira de Israel.
Ao longo deste ano, diversas operações mostraram que o grupo comandado por Peixão possui grande capacidade bélica e dispõe de equipamentos tecnológicos avançados.
O grupo estruturou um sistema de inteligência criminal voltado a manter o confronto com o Comando Vermelho (CV), facção rival, e ampliar sua área de influência.
A estrutura, revelada pela Polícia Federal (PF) em março, incluía a importação de armamentos pesados e dispositivos de espionagem, operados com o apoio direto de Everson Vieira Francesquet, o “Deus”, considerado braço direito de Peixão.
Jóias e símbolo do crime
Nos carros em que a família viajava, os agentes encontraram várias joias, muitas delas fazendo referência direta a Peixão e ao “Complexo de Israel”, área dominada pela facção na zona oeste carioca.

Uma das peças apresentava a Estrela de Davi acompanhada da inscrição “Israel Defense Force”. O sobrinho de Peixão declarou ser o proprietário dos objetos.



